Conference Abstract | Volume 9 (ConfPro8): Abstract 68 | Published: 09 Oct 2026
Osvaldo Marques Antique1,&, Xavier Maia Mariano2
1Faculdade de Ciências de Saúde, Cidade de Tete, Universidade Zambeze, Moçambique, 2Faculdade de Ciências de Saúde, Cidade de Tete, Universidade Zambeze, Moçambique
&Corresponding author: Osvaldo Marques Antique, Faculdade de Ciências de Saúde, Cidade de Tete, Universidade Zambeze, Moçambique, Email: osvaldoantique2@gmail.com, ORCID: https://orcid.org/0009-0004-1672-8909
Received: 11 Mar 2026, Accepted: 30 Aug 2026, Published: 09 Oct 2026
Domain: Mental Health
Palavras-chave: Redes sociais, estudantes universitários, saúde mental
©Osvaldo Marques Antique et al. Journal of Interventional Epidemiology and Public Health (ISSN: 2664-2824). This is an Open Access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution International 4.0 License (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/), which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original work is properly cited.
Cite this article: Osvaldo Marques Antique et al., Influência das redes sociais na saúde mental dos estudantes universitários, Tete, 2024. Journal of Interventional Epidemiology and Public Health. 2026;9(ConfPro8):68. https://doi.org/10.37432/JIEPH-CONFPRO8-0068
Estudo descritivo-correlacional realizado entre Outubro a Dezembro de 2024 na cidade de Tete com 262 estudantes, selecionados por amostragem não probabilística voluntária. Foram aplicados questionário sociodemográfico, Social Media Addiction Scale (SMAS) e escalas de ansiedade, depressão e autoestima, além de medidas sobre padrões de uso de redes sociais. As análises foram conduzidas no Excel v.15 e SPSS v.20.0.
A amostra incluiu 122 mulheres e 140 homens. O WhatsApp foi a rede mais utilizada (72,5%), seguido do Instagram (10,7%), Facebook (6,5%) Tiktok (5,3%) e YouTube (5%) com tempo médio de uso diário entre 2–4 horas. Identificou-se possível vício em 43,9% dos estudantes, níveis moderados em 32,1% e baixos em 24%. Não houve diferença significativa entre os sexos (p > 0,05). Verificou-se associação significativa entre tempo de uso e vício (χ² = 45,11; p < 0,001), sendo maior o risco entre usuários com ≤ 2h/dia (RR = 1,48; IC95%: 1,21–1,81; OR = 2,69; IC95%: 1,54–4,69). O vício correlacionou-se positivamente com ansiedade (ρ = 0,565; p < 0,001) e depressão (ρ = 0,566; p < 0,001), mas não com autoestima (ρ = -0,024; p = 0,701). A autoestima, por sua vez, correlacionou-se negativamente com ansiedade (ρ = -0,188; p = 0,002) e depressão (ρ = -0,231; p < 0,001).
O vício em redes sociais é prevalente entre estudantes universitários de Tete e apresenta associação significativa com ansiedade e depressão, mas não com autoestima. Os resultados evidenciam a necessidade de intervenções que estimulem o uso equilibrado das redes sociais como medida preventiva em saúde mental.
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